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História do Escotismo em Portugal

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Em Portugal, o escutismo surge via Hong Kong e Macau em 1911, sendo constituída a Associação dos Escoteiros de Portugal em 1913, e em 1923 o Corpo Nacional de Escutas — Escutismo Católico Português. Por esta associação, chega às então províncias ultramarinas portuguesas: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

As ditaduras comunistas, ocupações militares e situações de guerra civil que dominaram estes países nos cerca de 20 anos após as respectivas independências foram responsáveis pelo quase desaparecimento do Escutismo nesses países, tendo, no entanto, ressuscitado em força após o colapso da União Soviética, estando hoje em franco desenvolvimento, ajudado pelas associações congêneres portuguesas e brasileiras.

Os regimes totalitários nunca se deram bem com o Escutismo, que apregoa a responsabilidade individual, a democracia e a paz. O Escutismo foi suprimido em todas as ditaduras comunistas, bem como na maior parte das ditaduras de outro cariz, como por exemplo, na Espanha falangista, na Alemanha nazi, na Itália fascista, etc.

Em Portugal, o Movimento Escutista chegou a ser suprimido pela ditadura de António de Oliveira Salazar, mas a pronta intervenção do Arcebispo de Braga Dom Manuel Vieira de Matos, fundador do Corpo Nacional de Escutas, permitiu que se voltasse atrás nesta decisão, o que salvou tanto o Corpo Nacional de Escutas como a AEP de sofrerem o mesmo destino das suas congêneres espanholas. O Escutismo em Portugal, embora com limitações e a concorrência da associação juvenil estatal, continuou a cumprir a sua missão educativa.